Classe C consome mais internet em casa em todo o Brasil

A pesquisa NetView, da Nielsen IBOPE, mostra que o internauta da classe C abre mais páginas de internet no computador domiciliar do que as classes A e B. Segundo o levantamento do mês de dezembro de 2013,  cada internauta da classificação econômica C1 abriu, em média, 972 páginas de internet no mês e o grupo C2 abriu 843. Em cálculo ponderado, esses números indicam uma média de 943 páginas por pessoa para toda a classe C.

Nas classes A e B, a média de consumo de páginas por pessoa é menor, chegando ao máximo de 821 páginas no grupo A2. A classe D, mesmo tendo uma participação ainda pequena na internet domiciliar, já apresenta um volume individual de páginas até maior que a da classe C, atingindo 1.124 páginas em dezembro, e indicando que o interesse pela internet já predomina nos grupos de menor renda no Brasil.

O maior interesse da classe C pela internet igualmente se reflete na média de sessões de computador abertas por mês e no tempo de uso, que também são mais altos do que nas classes A e B.

Classes C e D lideram em consumo individual de internet em casa

Consumo de internet no Brasil

Quando se inclui na análise também a navegação no local de trabalho, compondo o universo de pessoas que usam a internet em casa e no trabalho, a classe A se destaca em quantidade de sessões por pessoa e a classe B concentra o maior consumo de tempo e de páginas.

Mas é a internet em domicílios que alcança a maior quantidade de pessoas no Brasil e é a principal responsável pelo forte crescimento da internet nos últimos anos, refletindo a considerável expansãoda importância econômica da classe C no país.

Classes B se destaca no consumo individual no trabalho e em domicílios

Consum de internet nas classes A e B no Brasil

A pesquisa NetView, da Nielsen IBOPE, oferece aos clientes a possibilidade de analisar o consumo de internet no Brasil e o comportamento de navegação dos usuários de qualquer site por classe econômica, segundo o Critério de Classificação Econômica Brasil, da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep). Essa análise pode ser feita por meio de cruzamento com outras variáveis demográficas, como idade, gênero e escolaridade.

Segundo a pesquisa, os sites de games, os de música e os de vídeo foram os que apresentaram maior grau de afinidade com as crianças e adolescentes de 2 a 17 anos de idade da classe C em dezembro. As crianças e adolescentes das classes A e B, por sua vez, preferem navegar mais em sites de jogos de avatares, de desenhos animados e de personagens de programas infantis da TV.

Na faixa de 18 a 49 anos, os conteúdos de entretenimento também foram bastante consumidos pela classe C, na navegação domiciliar, desde os sites para ver TV online, até os de vídeos para adultos. Entre os adultos mais jovens, houve também grande procura pelos sites de informações educacionais e de universidades. Esse interesse pelos conteúdos educacionais aumenta sobretudo no mês de março, no início do ano letivo.

Sites com maior afinidade com a classe C, por faixa etária, em domicílios

Sites preferidos pela Classe C no Brasil

Entre as pessoas de 50 anos ou mais de idade, a diferença de navegação entre as classes é menor, mas é possível apontar algumas importantes distinções. Enquanto nas classes A e B os destaque em dezembro foram para os sites de namoro e os mapas, na classe C os internautas a partir de 50 anos mostraram grande preferência por sites com informações sobre sistemas operacionais de computador, portais e notícias.

É interessante observar que os sites de redes sociais (comunidades) também estão no radar dos idososda classe C. Os grandes sites generalistas de redes sociais aparecem com maior afinidade entre as pessoas de 50 anos ou mais da classe C do que entre os jovens das classes A e B. Esses preferem os sites sociais ainda menos populares e que são usados em conjunto com o celular. Mas nas classes C e D os grandes sites de redes sociais são os principais destaques, com maior índice de afinidade.

Por: IBOPE Nielsen

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