​Tendências e modinhas do e-commerce

A internet sempre foi um ponto de ebulição de ideias e já há algum tempo estamos na moda de StartUps. Então surgem quase que diariamente projetos, ideias (muitas nem tão novas assim) e muita gente querendo empurrar algum produto / serviço novo.
Ideias boas, ideias mirabolantes, ideias utópicas, ideias sustentáveis e não sustentáveis, enfim tem para todos os gostos.
Nós que somos plataformas e desenvolvedores de e-commerce muitas vezes sofremos com tantas “novidades” e temos que aprender a filtrar o que é sério, o que tem futuro e principalmente o que tem uso real e prático. Muitas vezes os clientes não entendem que a teoria a ideia é muito legal e bonita, mas na prática o custo de aplicação e integração de uma ideia é mais cara que o seu benefício.
Nesses dias recebi um e-mail, uma empresa de logística, oferendo serviços de logística (estocagem + frete) para PME. Ai eu te pergunto, qual empresa PME tem condições de ter estoque que justifique contratar um serviço de estocagem? Sério 50% dos meus clientes são PMEs. Muitas vezes 70% do estoque deles é o estoque do distribuidor, tendo em estoque próprio somente o que tem mais giro.
E isso é só um exemplo do que tem ocorrido.
São muitas ideias, são muitos serviços que aparecem. E tentam vender a ideia de que a sua ideia é a nova tendência. Temos vários exemplos, como marketplace, recuperação de carrinho abandonado, clubes de assinatura, e o mais emblemático de todos, os sites de cupom de desconto (Grupon, PeixeUrbano, etc…).
Sempre existirão novas ideias e pessoas fazendo enorme esforço para vender suas ideias, algumas terão sucesso e outras não. O mercado é assim. O problema é que tem uma serie necessidades que o lojista virtual jamais pode esquecer e deve sempre estar melhorando, e neste sentido é que ele deve focar a maior parte de seus esforços.
O que nunca sai de moda, e o que sempre será tendência se chama qualidade e o básico:
1) plataforma confiável, fácil, bonita e intuitiva
2) Produtos com preços bons e descrição detalhada
3) Atendimento prestativo, seja por email, atendimento online
4) Pós- venda (Entrega pontual, comunicação com cliente).
5) Divulgação constante
Estes cinco pontos acima nunca sairão de moda e sempre serão tendência!

Consumidor não compra nada antes de consultar a internet, revela pesquisa

Praticamente todos os internautas (que compõem metade da população brasileira, 106 milhões de pessoas) usam a internet em alguma etapa do seu processo de compra (pré-compra, compra e pós-compra), revela o estudo “Varejo no Brasil: a influência do digital sobre o consumo. Realizado pela Boston Consulting Group (BCG), a pesquisa ouviu 2.500 entrevistados sobre suas atividades online. O impacto desse comportamento já é considerável e deve se intensificar nos próximos anos.

Pré-Compra e Pós-Compra

Até o momento, o impacto da internet é maior na fase de pré-compra. Descobrir, pesquisar e localizar marcas, produtos, serviços e lojas online já representa  de 60% a 70% das pesquisas em sites, redes sociais e buscadores como o Google. Os canais online, como o Facebook e WhatsApp, também são amplamente utilizados pelo consumidore brasileiro para expressar as opiniões de pós-compra, tanto as positivas quanto as negativas (70%).

A influência digital varia de acordo com o perfil do consumidor. A pesquisa apontou cinco segmentos distintos com base na demografia, profissão e renda, grau de adesão digital e hábitos de compra online. Cada segmento possui características distintas e exibe padrões particulares de uso, preferências e desenvolvimento do usuário online.

Entre os diferentes perfis de compra, dois se destacaram pela alta intensidade com que usam a internet para pesquisar e comprar: o dos casais antenados e os nascidos na internet. Juntos, os dois grupos perfazem 50 milhões de pessoas, (25% da população) e valorizam a variedade, conveniência, e interação.

Os consumidores também usam as ferramentas digitais de maneiras diferentes, dependendo da categoria de produto envolvida. Situações em que o preço e a escolha são importantes (caso de celulares, eletroeletrônicos e computadores), as vendas por e-commerce são pequenas (13%), mas pesquisas, comparações e busca de referências nos meios online chegam a 90% dos consumidores.

Combinação de canais

Em outra ponta da escala estão os produtos que são comprados repetidamente, como saúde e beleza. O preço é um fator menos crítico e o engajamento com a marca é alto, assim como a frequência de reabastecimento. Hoje menos de 2% desses produtos são vendidos online, mas as decisões de compra são baseadas em uma combinação de canais online e offline antes de se chegar à decisão.

O uso da internet ainda é predominante entre a população urbana de renda e escolaridade mais alta, mas essas características estão mudando e espera-se uma aceleração do digital no interior do país nos próximos anos. A estimativa é de que até o final da década 65% do território nacional já tenha acesso à internet (atualmente a proporção é de 40%), sendo que as cidades menores deverão ser as grandes impulsionadoras dessa expansão.